
Num dia de sol, na escola, a Beatriz passou por uma árvore, encontrou um esquilo e disse:
— Olá, eu sou o Miguel!
— Olá, Miguel, tu és um esquilo que fala?
— Sim, sou!
— Estou aqui para ser teu amigo!
— Ah, é uma boa ideia!
— Então, vamos brincar, o intervalo acabou de começar!
— Espera, ainda não me disseste o teu nome!
— Desculpinha, o meu nome é Beatriz!
Quando acabou o intervalo, a Beatriz escondeu o Miguel na mochila e subiu.
A meio das aulas o Miguel disse:
— Beatriz, vejo que estás a aprender, é fácil aprender?
— Sim! É muito fácil!
— Também posso aprender?
— Sim, mas as pessoas vão estranhar!
— Não faz mal, finges que eu sou o teu peluche!
— Pode ser.
— As aulas acabaram, Miguel!
— Oh, mas eu estava a divertir-me muito!
— Não faz mal, amanhã é igual!
O Miguel acreditou e assim foi.
O Miguel estava sempre a dizer que ele era muito querido, e ficaram melhores amigos para sempre.
Texto escrito pelo 3° ano Colégio Tangerina [Porto]


