
De onde vêm as palavras?
Letras que se juntam, palavras que se escrevem…
Mas antes disso, nasceram num lugar especial: a fábrica do coração.
“Gosto de ti!”
“Odeio-te!”
“Trapalhão!”
“Querida amiga!”
“Parabéns!”
“Com licença…”
“Perdoa-me.”
“Não!”
“Sim!”
Mas… que fábrica é esta, tão mágica e misteriosa, que consegue fabricar palavras tão diferentes?
É caso para perguntar: como bate o teu coração?
Sabias que o teu coração é como um baú encantado, cheio de emoções e sentimentos?
Alguns saltam cá para fora sem avisar!
Explodem de repente, como fogo-de-artifício, ou escondem-se tristes, cabisbaixos, apavorados.
São emoções rápidas, intensas, passageiras: alegria, tristeza, raiva, medo, nojo e surpresa.
Outros são mais pacientes, mais discretos.
Crescem devagar, como um bolo no forno, a fermentar com o tempo.
São os sentimentos: uns mais pesados – culpa, vergonha, inveja… outros leves como o ar – amor, gratidão, entusiasmo…
É desta mistura que nascem as palavras.
E por isso dizemos:
Cuidar das palavras é como cuidar da nossa casa.
Se a deixarmos suja, viveremos no meio do lixo.
Mas se a mantivermos limpa, respiramos paz, alegria e respeito.
E agora…
Como estará a fábrica do teu coração?
Bate calmo? Bate apressado?
Tem janelas abertas para a ternura ou portas trancadas pelo medo?
Manuela Vieira (inédito)



